terça-feira, 23 de maio de 2017

Preservar é preciso


Mantenha o sorriso, Mestre!


Professor Munhoz, cidadão do mundo.

É uma noticia que eu não queria dar. O choque foi tão grande, ontem, ao tomar conhecimento do passamento do professor Antonio Munhoz, que me recolhi e evitei fazer qualquer postagem.
Hoje ao iniciar o programa Antena  102, mesmo consternado, não poderia me furtar em falar desse fato e, claro, prestar a merecida homenagem ao grande Mestre.
Antonio Munhoz foi um intelectual que deu grande contribuição ao Amapá, responsável pela formação de gerações.




segunda-feira, 22 de maio de 2017

Violência contra a mulher: professores da rede pública serão capacitados pela Unifap.






A Secretaria Nacional de Politica para Mulheres firmou convênio com a Unifap através da Pró-reitoria de Ensino de Graduação (PROGRAD) para desenvolver o projeto intitulado “Violência Contra Mulher é Falta de Educação: táticas e processos de transformação”.
Segundo a ministra Fátima Pelaes, a estratégia é capacitar os professores da rede pública de ensino com o objetivo de fazê-los refletir sobre as relações sociais de gênero e prepará-los para ajudar no combate à violência contra as mulheres.

A carga horária é de 100h. Outras informações relativas ao projeto, como inscrições e cronograma de execução, serão publicadas por meio do site: http://www2.unifap.br/projetoviolenciacontramulher/. Inscrições Abertas!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Operação Mãos Limpas em julgamento hoje

Em sessão, hoje, (17) o Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) coloca em pauta 13 ações penais 
referentes a Operação Mãos Limpas realizada em 2010
O Ministério Público do Amapá faz acusação do uso ilegal de verbas indenizatórias para suposto pagamento de diárias de deputados e servidores da ALAP.  Segundo o MP o desvio foi da ordem de R$ 17 milhões e os acusados teriam operado através de formação de quadrilha, falsidade ideológica e peculato. 

Notas quentes

Pedido negado
O pedido de Habeas Corpus impetrado pela defesa do deputado Moiséis Souza (PSC) não logrou êxito. No último dia 9, a quinta turma do STJ negou o pedido e manteve o ex-presidente da AL em regime de prisão domiciliar.

Gesto 
Vereador Odilson Nunes (PRB-AP) tomou uma decisão, no mínimo, inédita: anunciou a doação de sua remuneração como vereador durante um ano para  ajudar na recuperação das escolas da rede publica municipal. É claro que não vai resolver o problema, mas das duas uma, ou o vereador quis puxar a orelha do prefeito ou ele é filantropo mesmo.

Ensinando o bê-á-bá
Com o objetivo de formar os técnicos sobre a elaboração do orçamento, lei de responsabilidade fiscal, convênios, etc, o Tribunal de Contas do Estado tem feito incursões por todos os municípios do interior. É que, normalmente, por desconhecimento ou má fé, boa parte dos prefeitos acabam seus mandatos e ficam inelegiveis devido as falhas na gestão.


Pré Campanha 
2018 já começou. Alguns políticos com mandato andam fazendo malabarismo para ganhar visibilidade. Vale tudo na busca por ser visto pelo eleitor. Ocorre que se não houver um bom trabalho de marketing agora no período da pré-campanha, alguns deles certamente não voltarão.

Nepotismo
Ministério Público anda com a lupa nas instituições públicas para barrar o não menos famoso nepotismo trocado. Aquele esquema em que um politico que tem influência em determinada esfera emplaca um parente em outra e compensa com uma vaguinha para quem acolheu sua indicação do outro lado.

Disputa por espaço  
O porto de Santana está ficando congestionado. Boa parte do minério está sendo exportada por lá. Junta-se a isso o terminal de conteiners, a instalação de mais dois chiploads e , ao menos , cinco grandes silos para armazenagem de grãos. Daqui a algum tempo o congestionamento será no canal de Santana.

Primeiro passo
O Amapá caminha para a industrialização. A Zona Franca Verde ganhou os dois primeiros projetos aprovados, essa semana, na reunião da Suframa. Os incentivos fiscais não ficarão só com a União, as empresas terão uma forcinha do governo do estado.

Renúncia fiscal 

Para o governador Waldez Góes é muito melhor abrir mão de arrecadar impostos com a internação de equipamentos e ganhar com as instalação de fábricas que vão gerar empregos, renda e receita.

terça-feira, 16 de maio de 2017

"Sobre os felizes"



Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes sobre a face da Terra. Grandes homens, grandes mulheres, sujeitos exemplares que superam toda desesperança. Tenho a sorte de conhecer vários deles, de ter muitos como amigos e costumo observar suas ações com dedicada atenção. Tento compreender como conseguem levar a vida de maneira tão superior à maioria, busco onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com eles.

De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todos e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte deles, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.

Dos felizes que conheço, nenhum leva uma vida perfeita. Não são famosos. Nenhum é milionário, alguns vivem com muito pouco, inclusive. Nenhum tem saúde impecável, ou uma família sem problemas. Todos enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.

O primeiro hábito que eles têm em comum é a generosidade. Mais que isso: eles têm prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.

Os felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietos com a dor do outro, querem colaborar de alguma maneira. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. Os felizes, sobretudo, doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que têm, mesmo quando é muito pouco.

Eu também observo os infelizes e já fiz a contraprova: eles costumam ser egoístas. Negam qualquer pequeno favor. Reagem com irritação ao mínimo pedido. Quando fazem, não perdem a oportunidade de relembrar, quase cobram medalhas e passam o recibo. Não gostam de ter a rotina perturbada por solicitações dos outros. Se fazem uma bondade qualquer, calculam o benefício próprio e seguem assim, infelizes. Cada vez mais.

O segundo hábito notável dos felizes é a capacidade de explodir de alegria com o êxito dos outros. Os felizes vibram tanto com o sorriso alheio que parece um contágio. Eles costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque os infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro, ou de ignorar a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.

O terceiro hábito dos felizes é saber aceitar. Principalmente aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir sem julgar. Sabem opinar sem diminuir e sabem a hora de calar. Sobretudo, sabem rir do jeito de ser de seus amigos. Sorrir é uma forma sublime de dizer: amo você e todas as suas pequenas loucuras.

Escrevo essa crônica, grata e emocionada, relembrando o rosto dos homens e mulheres sublimes que passaram e que estão na minha vida, entoando seus nomes com a devoção de quem reza. Ainda não sou um dos felizes, mas sigo tentando. Sigo buscando aprender com eles a acender a luz genuína e perene de alegria na alma. Sigamos os felizes, pois eles sabem o caminho...
____________________________________________________________________________

 Socorro Acioli - Escritora

ANGLO E O INIMIGO DO ESTADO

Antonio Feijão

Abril, o ventre do calendário gregoriano que insculpe o dia da mentira, marcou a aprovação do Plano de Recuperação Judicial da Zamin, que nada mas é do que um réquiem de deslavadas promessas e criminosas obrigações assumidas em juízo, que jamais serão cumpridas. Havia um único ausente no processo de Recuperação Judicial e maior interessado e dono da abandonada Estrada de Ferro do Amapá – o Governo do Estado do Amapá.
 Quando os Cabanos nos demais Estados da Amazônia se insurgia contra “ a Independência” o poder dominante de nossa Estado apoiava o novo Império assoreando até um canal dp rio Araguari que dava acesso ao mar próximo a Ilha de Maracá.
O Amapá, com a generosidade do Creador e a discreta criatividade dos homens, vem se tornando terra de grandes e magistrais encontros. Aqui, o grande rio-mar, o doce Amazonas, se funde com o salgado Atlântico; também ocorre, em nosso novel Estado, o abraço equinocial, que une os dois Hemisférios (Norte e Sul), fazendo as quatro estações conviverem juntas e simultaneamente, todos os dias do ano, como as pétalas de uma flor de abóbora.
Aqui tivemos uma empresa de mineração que encerrou suas atividades pela exaustão  das jazidas e ao fim de seu cinquentenário contrato - a Icomi, ainda deixaou pilhas milhionárias de minérios de Manganês, ferrovia comissionada, porto operacional, cidades na floresta, outros empreendimentos e uma bela vila às margens do Amazonas,  como bens a serem revertidos para o domínio da União Estado e Municípios, sem deixar uma única dívida ou obrigação com absolutamente ninguém. Uma falência ao avesso ou Hobin Hoodiana.
Para marcar esse fatídico mes de abril, que marca também um encontro bélico entre USA e Rússia na Síria, sem estarem em Guerra e encerro, mas não finalizo esse estratigráfico relato de encontros, pois há uma  “Coperfildiana”  exceção: A aprovação do Plano de Recuperação Judicial da Zamin Amapá Mineração, que é sucessora da Anglo Américan e que sucedeu a MMX do midiático Eike Batista.
Esta empresa chegou ao Amapá, sob um contrato criminoso e factível de anulação, sem pagar o contrato de compra que realizou com a Anglo das Minas de Ferro e Ouro inscritas no subsolo do Município de Pedra Branca do Amapari, exportou bilhões de dólares em Ferro e, forma informal e criminosa, mais um bilhão de dólares em Ouro via Beadell (Mina do Duck Head), canibalizou todo o patrimônio em estoques de bens móveis deixados pela Anglo American. Depois de abandonar a Estrada de Ferro do Amapá (EFA), não pagar a empresa que estava montando o novo Porto de Minérios e deixar ao “Deus dará”, todos os bens patrimoniais nas áreas da Mina e Porto, acumula uma dívida com credores locais da ordem de mais de R$ 100.000.000,00 e danos coletivos e ambientais de mais de um bilhão de reais ao povo e Estado do Amapá. ESSA CONTA DEVE SER COBRADA DA ANGLO AMERICAN.
Mesmo se se praticar, com esforço um contorcionismo doutrinário, para fazer valer a tese dessa Empresa Zamin Amapá Mineração, para legitimar  este golpe inscrito no Plano de Recuperação Judicial da Zamin, pois  alguns poucos operadores do direito e conhecedores de mineração entendem que o objetivo não pagar os compromissos locais, não comissionar a Mina de Ferro, não concluir o Porto da Icomi e muito menos revitalizar a Estrada de ferro do Amapá (EFA), é a vingança da expressão colonial qualdo os lusitanos em terras brasilis fazim leis locais para “inglês vê”. Hoje os ingleses inventam negócios com indianos para amapaense ficarem : a vê navios.
A Zamin Amapá Mineração pratica de forma fraudulenta e criminosa Plano de Recuperação Judicial tipo Curupira (aquele do folclore amazônico que andava com os pés virados pra trás para enganar os caçadores). Nesta trilha de pegadas fraudulentas há não um encontro ou digital da presença do Estado do Amapá, mas um grande desencontro na turma de falsários indianos, contra o objetivo principal insculpido na lei de falências, que é sanear o Calvário dos Credores (as dívidas) e garantir o desenvolvimento local, no caso o Amapá e evitar a instabilidade do mercado, a manutenção da ferrovia, a conclusão do porto da Icomi e retomada da atividade da mineração. É tempo de pelo menos se chegar a réstia do exemplo de coragem e amor a Pátria do Juiz Sérgio Moro e colocar bandidos na cadeia que formaram uma associação criminosa que atire uma flexa aquiliana no único equipamento capaz de garantir o futuro e desenvolvimento do Amapá: nosso complexo portuário e de agrologística do Porto da Icomi.  
Os Indianos da Zamin engana o juizo da 2ª Vara de Falências e Recuperação Judicial da Comarca de São Paulo e, ainda  “venderam” e aprovaram, em plena trilha Curupira e recheada de ilegalidades vetadas pela  a Lei N° 11.101/2005 uma proposta que foi aprovada às 5 da madrugada um Plano de Recuperação Judicial, tipicamente para inglês vê. Desculpe, para amapaense vê.
 Mais uma vez Vão-se os bens e fica o dessepero dos credores ante um ingêneo acordo de obrigações impossíveis da Zamin cumprir, assinado em pleno mês da mentira.
Nessa dança do ventre criminosa que filhos de Ghandi estão fazendo com os bens minerais da União, nosso porto, nossa ferrovia no Estado Amapá, em plena claridade das ilicitudes e na frente de todos os institutos públicos republicanos, nos vence e nos remete a paciência de aguardar a   linha de chegada da história, quando academicamente irá registrar mais um episódio triste da mineração em terras Tucujus. Na contramão do filme onde o cidadçao é tido como inimigo do Estado, nesse episódia da recuperação da Zamin e de cobrar as obrigações penais e civis da Anglo American, no Amapá o próprio Estado tornou-se inimigo do Estado Os bons negócios da China foram substituídos pelos espertos negócios e acordos da Índia. Namastê!Mamastê!!Mamastê!!!
 __________________________________________________________________________
Antonio Da Justa Feijão, Geólogo, Advogado, perito e auditor ambiental e Mestrando em desenvolvimento regional (Unifap)