terça-feira, 19 de setembro de 2017

Notas da coluna Olimpio Guarany em A Gazeta



Renca  

Na proxima terça, o Senado vota a proposta de revogação do Decreto que extingue a Reserva Nacional do Cobre (Renca). A inicitiva é do senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) tendo como principal argumento a destruição de muitas espécies da flora e fauna existente na área prevista para ser liberada para exploração mineral.Minha torcida e pela rovogação do decreto do Planalto.

Senado 2018 

Sarney não diz nem que sim nem que não, mas seu nome é incluido em todas as pesquisas para o Senado. O PMDB tem interesse direto na vaga do Amapá, perdida desde que Sarney decidiu não ser candidato à reeleição em 2014.






O “debut" de Paulo 

Presidente da OAB Amapá, o advogado Paulo Campelo recebeu, formalmente, o convite do PRB para ingressar na sigla. Mais do que isso, Hidelgard e Aline Gurgel o querem como candidato a deputado federal, mas a resposta não pode demorar. Esta semana PC vai decidir.

Buscando saída
Essa semana Camilo Capiberibe teve uma conversa com Emilio, assessor influente, no gabinete de Randolfe Rodrigues. A nova investida de Camilo vai na direção do convencimento de que o Senador da Rede é a melhor opção para o Governo e Capi para o Senado. O discretíssimo Emilio teria dito ser difícil mudar os rumos da chapa com Randolfe para o Senado e Davi para o governo.

Torcendo o nariz
Quando a proposta é Capi se mudar para compor a chapa com Davi, Camilo e o pai torcem o nariz. A questão ideológica pesa na hora de decidir uma situação dessa. O pragmatismo não é o forte dos líderes do PSB/AP.

Promotor na TV  

Animado com resultado das pesquisas que encomendou, o Promotor Moisés, pré-candidato ao senado, detona as ações de marketing da pré-campanha. Nas redes sociais já se vê a nova logomarca e o layout da página no Facebook. Em outubro ele estreia, na TV, um programa semanal.



domingo, 17 de setembro de 2017

Olimpio Guarany, A Gazeta edição de 17/09/2017

MERCADO

Aftosa
Até o fim deste mês, o Amapá receberá certificação nacional reconhecendo que o rebanho bovino e bubalino está livre a aftosa com vacinação. A notícia anima os criadores, especialmente de búfalos, que tem uma demanda reprimida por causa das restrições a exportação. Será a libertação do Amapá, no setor.

Abrindo mercado  

A campanha de vacinação iniciada na última sexta, deve cobrir cerca de 98% do rabanho amapaense, superando a meta do ano passado que atingiu os 96%. Isso já o suficiente para garantir a certificação. O presidente da Associação dos Criadores, Jesus Pontes, me disse que há um mercado ávido lá fora. Atravessar o rio Amazonas é uma questão de pouco tempo.

Investimentos 
De olho nesse mercado sem crise há empreendedores do setor com planta frigorífica pronta para instalar por aqui. A idéia é não só exportar búfalo em pé, mas beneficiado, o que agrega valor. De olho nesse nicho, há  investidores de outros segmentos da cadeia produtiva da pecuária, prontos a entrar no mercado amapaense aproveitando os incentivos da Zona Franca Verde.

Inflação 


O Amapá é o estado brasileiro onde o rítimo do aumento de preço foi negativo nos últimos três meses. A inflação do período por estas bandas registrou índices bem abaixo da média nacional. Para Antônio Teles Jr, do Planejamento, isso se deveu a maior oferta, principalmente de alimentos, um segmento que tem peso significativo no cálculo da inflação.

Herança 
Antonio Português, Santa Helena
Pioneiro da sorveteria em Macapá, Antônio Pereira, o Português, passou um legado que garantiu a continuidade de seu trabalho e a sustentação dos descendentes. Seu filho Torquato (Sorveteria Tutti Frutti) e os netos donos da Marvin e Santa Clara dominam o mercado de Macapá. Para tanto tiveram que aprender com o “velho” Portugues a técnica de produzir sorvete de qualidade que encanta amapaenses e os visitantes.





Madame boleira 

Sucesso no Festival Saborear, promovido pelo Sebrae, essa semana, Madame Boleira - Carolina Jucá - descobriu um nicho de mercado que explodiu a demanda de seus produtos. Ela é capaz de fazer delícias para atender a clientela que tem intolerância a lactose, a glúten e alergia a proteína do leite. A loja dela fica na Pedro Américo 1181, Jesus de Nazaré.



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Fátima Pelaes e Bancada Feminina da Câmara discutem empoderamento das mulheres

Da redação ( Brasilia-DF)

O empoderamento das Mulheres foi o assunto discutido entre a chefe da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres(SPM), Fátima Pelaes  e a lider da  bancada feminina na Câmara, deputada federal Soraya Santos. A idéia é que a SPM apoie iniciativas que possibilitem as mulheres ascenderem ao poder. Uma delas é de iniciativa da Libra, Liga de Mulheres Eleitoras que desenvolve capacitação de  mulheres, para que tenham condições de concorrer aos pleitos. 
Outro projeto é o "Eu sei me defender", coordenado pela atleta e atriz Erica Paes, campeã mundial de jiu- jitsu. A secretária Fátima Pelaes explicou que a SPM e o Ministério dos Esportes estão trabalhando em uma ação articulada para levar para os Estados núcleos de oficinas de defesa pessoal para mulheres em situação de vulnerabilidade. 


Erica Paes explicou que desenvolveu um curso de defesa pessoal e empoderamento das mulheres que visa elevar  a autoestima, combater  a violência e propiciar às mulheres condições de defesa de atos de violência. “Técnicas de defesa, no último caso, salvam vidas das mulheres", argumentou a atleta. 

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Projeto Estradas e Bandeiras chega ao Amapá

Chico Donato, gestor da Fundação Ulisses Guimarães.
A Fundação Ulisses Guimarães (FUG) realiza ,nesta sexta-feira, 1, na capital amapaense, a apresentação do programa Estradas e Bandeiras. A programação que envolve discussão  entre lideres partidários e a sociedade será realizada  no auditório do Museu Sacaca, na Av.Feliciano Coelho,1509-Trem. A idéia  é aproximar as pessoas da política e aprimorar a democracia. A abertura do evento está marcada para 8:30 e a inscrição é grátis. O enceramento está   previsto para às 17:00hs.
Pela manhã, o gestor nacional, Chico Donato, falará sobre o papel institucional da Fundação Ulisses Guimarães para, em seguida, abrir o debate. 
À tarde a palestra “Novos Rumos” ficará por conta de Joel Maciel. 
Dando sequência, Chico Donato voltará a falar, desta vez sobre gestão, planejamento e organização partidária.
Ao final haverá abertura para perguntas e respostas. O principal desafio é adaptar os cursos oferecidos pela FUG(gestores públicos, cidadania, formação política, etc..)de acordo com as necessidades de cada região.
A Secretária Especial de Politicas para Mulheres  e presidente da Fundação Ulisses Guimarães, AP, Fátima Pelaes estará presente.



sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Professores da rede pública serão capacitados pela parceria SPM-UNIFAP


Sávio Barros, de Brasilia

Cerca de 240 professores de escolas públicas do Amapá receberão capacitação sobre educação multidisciplinar abordando a igualdade entre mulheres e homens. O curso de extensão universitária, com o tema: “Violência Contra a Mulher é Falta de Educação: Táticas e Processos de Transformação”, é uma parceria entre a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM/SEGOV) e a Universidade Federal do Amapá (Unifap). 
Fátima Pelaes, Secretária Especial de Politicas para Mulheres
Segundo a Secretária de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, é preciso ensinar  crianças e jovens que homens e mulheres são iguais em direitos e deveres. Pelaes acredita que a única forma de acabar com a violência contra as mulheres é através da educação.” É nessa perspectiva que estamos fazendo essa parceria com a Unifap”, disse.
Trabalho conjunto
 A capacitação ministrada pela SPM e Unifap será feita em duas etapas. A primeira com 4 encontros em formato de workshops e a segunda etapa com exposição de trabalhos realizados pelos professores. Ao todo, serão 10 meses de formação e debates que irão auxiliar os docentes a trabalhar a temática da política de mulheres em sala de aula. 

A aula inaugural será realizada nesta sexta-feira (11), às 18 horas, no auditório do prédio Aranha, no campus da Unifap, em Macapá (AP),com a presença da secretária Fátima Pelaes. 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Papaleo no Podemos?




Senador Papaléo Paes, na tribuna do Senado Federal
Alvaro Dias, candidato a presidente 
O senador Alvaro Dias, estrela do novo partido, o PODEMOS, não perde de vista o seu amigo e ex-colega de Senado, Papaléo Paes. Alvaro é candidato a presidente da República em 2018 e quer que o vice governador do Amapá seja o candidato ao Senado por seu partido. Papaleo ainda não decidiu, mas alguns passos para convencer Papaléo ja foram dados, entre eles a ida do PODEMOS para a base de Waldez Góes. Isso já deixa confortável o vice governador estaria com lugar assegurado na chapa majoritária.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Sitio Arqueológico de Calçoene, o Stonehenge do Amapá

Olímpio Guarany

Situada a 130 quilômetros a oeste de Londres está a enigmática Stonehenge. Considerada como um dos mais belos monumentos megalíticos existentes é composta por um complexo de enormes pedras fincadas em círculos. Pelas marcas existentes no chão, calcula-se que metade das pedras foi retirada posteriormente a sua criação. Ao seu redor, existem vários blocos isolados que receberam os nomes de “Pedra do Sacrifício”, ”Pedra do Altar” e “Pedra do Calcanhar”. Em sua forma primitiva, o círculo possuía 30 blocos verticais, sobre os quais havia 30 blocos horizontais, formando um círculo de 30 metros de diâmetro e 5 metros de altura. 

Stonehenge na Inglaterra, próximo à Londres
Aí você pode perguntar: O que a Stonehenge da Inglaterra tem a ver com o Amapá? 
Provavelmente nada ou alguma coisa, mas o certo é que pesquisadores do IEPA – Instituto de Pesquisas do Amapá -  comprovaram que na região de Calçoene existem vários sítios de pedras megalíticas, tais como na Inglaterra. A disposição dos blocos chamou tanta atenção que chegaram a comparar com o sitio inglês, daí passaram a apelida-los de “Stonehenge do Amapá”.
As primeiras informações me despertou a curiosidade e logo procurei a Mariana Cabral e o João Santana, casal de pesquisadores gaúchos que servem no IEPA. Foram eles que aprofundaram as pesquisas sobre o sitio arqueológico de Calçoene.
Depois de alguns dias em Amapá, produzindo material para o programa de TV “O Repórter da Amazônia”, organizei uma expedição para conhecer o sítio de pedras megalíticas descobertos recente, onde teria existido uma civilização complexa com largo conhecimento, inclusive de astronomia.



Era madrugada quando chegamos a Calçoene. A cidade está situada às margens do rio que lhe deu o nome, distante cerca de 370 km de Macapá. Ao passar pela orla nos deparamos com barcos pesqueiros coloridos ancorados no rio Calçoene, é o cartão de visita da cidade cuja a vocação econômica é a pesca e o extrativismo.

Ao amanhecer a equipe não continha a ansiedade para chegar ao sítio arqueológico. São 18km da cidade até lá. Seguimos por uma estrada vicinal, de chão batido, e emoldurada pela floresta densa. 
Antes dos achados, no local funcionava uma fazenda. Ao fundo a sede, que hoje abriga o escritório base do IEPA. Nosso guia é o próprio vigia, “seu” Raimundo. Caminhamos um pouco pelo campo por entre capim e mata rasteira e logo nos deparamos com os blocos fincados na parte mais alta do terreno.
O círculo de pedras descoberto em Calçoene, no Amapá, marca uma parte da história e atiça o interesse da arqueologia brasileira e internacional. Mas, por que os construtores escolheram a parte mais alta do terreno, numa colina?
A pesquisadora Mariana Cabral explica: “aquela é uma região de contato de floresta com a área mais baixa, área de litoral e são áreas que no período das chuvas ficam alagadas, todavia, a área onde estão as pedras, a água não chega e nas enchentes aquilo vira uma ilha, portanto a escolha do local tem a ver com o conhecimento daquele ambiente”.
Um outro detalhe é que o sítio fica próximo a margem do Igarapé Grande, e isso tem chamado a atenção dos pesquisadores que já haviam identificado outros sítios nas mesmas condições.

 O pesquisador João Saldanha diz que outros sítios descobertos na região situam-se, no máximo, a 100 metros dos Igarapés. Isso nos leva a crer que os rios e Igarapés eram usados como estradas naturais que agregavam grupos humanos em determinados lugares para construir os megalitos e depois fazer as cerimônias nesses sítios.

Andando pelo sitio, tocando nas peças, dá para perceber que são bastante pesadas e foram feitas de um material extremamente resistente, cuja maioria dos blocos se mantém inteira até hoje. Que material foi utilizado e como chegaram aquele formato?

“Provavelmente usavam madeiras duras. Como eles conheciam os tipos de rochas- esses povos eram, digamos “geólogos”  e sabiam como se quebravam naturalmente e fazem uso desse conhecimento para retirar os blocos com mais facilidade”, diz a pesquisadora Mariana Cabral. 
 
Pesquisador João Saldanha
“Eles aproveitavam a geologia da região que era basicamente granito que acaba escamando por conta do calor de dia e do frio à noite. Isso facilitava o trabalho. Eles levavam os blocos para algum lugar e lá eles formatavam as peças, faziam as pontas, os buracos em forma de círculos...” arremata João Saldanha.

Os blocos de pedra do círculo megalítico estão posicionados de maneira que o Sol, durante o solstício de inverno do hemisfério Norte que ocorre em 21 de dezembro, incida sobre o bloco, eliminando a sombra. Isso poderia ser um observatório? Esses povos teriam algum conhecimento de astronomia?
A pesquisadora Maraina Cabral afirma: “Esses povos indígenas tinham conhecimento astronômico bastante refinado. A forma como eles colocaram os blocos no solo é para marcar esse momento do solstício. Aliás isso foi o que nós conseguimos perceber, pois aquela estrutura de Calçoene tem mais de 100 blocos e a gente imagina que muito mais conhecimento que está inscrito ali e que ainda não conseguimos decifrar. Talvez relacionado a outras variantes, que tenha a ver com a lua, com as estrelas com outros movimentos...
Maria Cabral diz que aqueles povos tinham conhecimento refinado do seu entorno, daquilo que acontecia ao seu redor, além dos movimentos do sol e talvez de outros astros



O círculo de Calçoene foi apelidado de Stonehenge do Amapá em referência ao famoso sítio arqueológico na Inglaterra.
Durante as escavações os pesquisadores encontraram lápides em poços funerários tampados com pedra plana muito bem posicionada. Essa estrutura física que parece incorporar esses conhecimentos, sugere que esses índios pré-colombianos seriam bem mais sofisticados do que se suspeitava.
“Eles mesclavam conhecimento de arquitetura e de geologia. Por exemplo aquela montanha de pedras se transforma em rocha dura, mas eles tinham conhecimento, abriam a rocha e firmavam os megalitos naquelas posições especificas”,  conclui o pesquisa João Saldanha. 

Nas escavações feitas pelos arqueólogos foram encontrados enterrados vários objetivos de cerâmica revelando o domínio sobre as artes. São potes, vasos, peças em diversos formatos e urnas funerárias.
Andando pelo sitio me aproximei de um bloco na vertical o que me deu a impressão de ser o ponteiro de um relógio do sol. Andei um pouco mais e me deparei com uma lápide. A minha curiosidade foi além da imaginação daí eu fui ouvir o pesquisador João Saldanha: “Aquele monumento megalítico de Calçoene tem 30 metros de diamentro, foi utilizado por cerca de 500 anos e só tem 11 tumbas, ao menos as que foram mapeadas, o que nos leva a crer que eram pessoas muito importantes para aquela sociedade”, disse.



O sitio arqueológico de Calçoene, no Amapá, ainda vai precisar de muito estudo para responder a perguntas que podem revelar se ali existiu uma organização social mais complexa, por exemplo. A ocorrência de Calçoene  tem um significado ainda misterioso, mas  abre uma fresta para o elevado grau de desenvolvimento cultural da civilização pré-colombiana que existiu naquela parte do Amapá.

O segredo da pessoa feliz - Artigo

Dom Pedro José Conti Bispo de Macapá Muito anos atrás, num lugar que pode ser o nosso, também, vivia uma pessoa muito feliz. Cert...