segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O jogo eleitoral



Olimpio Guarany

Essa semana o PSOL foi criticado pela oposição e por segmentos do próprio partido pelo fato ter aceitado a adesão dos grupos de Davi e Lucas. Vamos refletir. Critica da oposição é normal, afinal, em  guerra não se manda flores ao inimigo. Até ai tudo bem. Mas, e o fogo amigo? 
Pois é. O Brasil é um pais cujo sistema economico é o capitalismo, baseado no que hoje se chama de social democracia que começou ser implementada no governo FHC e avançou nos governos Lula-Dilma. Esse movimento que nasceu de uma ruptura dentro do movimento socialista concebido no século XIX por Marx e Engels, na verdade prega a evolução da sociedade através de um caminho natural, não de uma revolução.
Vale lembrar ao criticos do PSOL, sejam de que segmento forem, que o partido foi criado sob égide das regras politico-leitorais vigentes no país. Ora, se se aceitou as regras é dentro delas que se joga, do contrário, vai para a clandestinidade. Afinal, o objetivo de um partido politico não é chegar ao poder?
Nem a propósito, vale lembrar uma passagem da politica brasileira comentada por Otávio Oliveira, ex-prefeito de Macapá,  quando Miguel Arraes, um dos maiores ícones da esquerda brasileira, se candidatou ao governo de pernambuco. O país fervilhava. Durante uma reunião, um correligionário questionou: “Mas, Arraes você vai se unir aos usineiros a quem tanto combatemos?” Ao que virou e disse: “meu filho, precisamos ganhar a eleição, estamos numa guerra eleitoral, temos que vencer para chegarmos ao poder; a questão politica a gente resolve depois”.  Resultado: Seu governo foi considerado de esquerda, pois forçou usineiros e donos de engenho da Zona da Mata do Pernambuco a estenderem o pagamento dos direitos trabalhistas aos trabalhadores rurais, conhecido como Acordo do Campo, e deu forte apoio à criação de sindicatos, associações comunitárias e criou frente de trabalho para absorver trabalhadores de canavais durante a entresafra.
No atual cenário da politica brasileira uma linha tênua separa o que é direita e esquerda. Hoje há politicos de diversas matizes enfronhados em todas as siglas. A bancada ruralista, tida como de direita, tem representantes em quase todos os partidos. Há empresários filiados, alguns com mandatos, no PSB, PPS, PCdoB, PCB, PSOL e por ai a fora.
Na última eleição para governo em 2010, no segundo turno, Camilo Capiberibe, lidimo socialista, se aliou a Deus e ao diabo, para ganhar a eleição. Foi buscar apoio de Pedro Paulo do PP, cuja maior expressão nacional é Paulo Maluf, até setores por ele chamados de reacionários, entre empresários e politicos pouco recomendáveis.
No primeiro turno desta eleição, Lula pediu voto para Cristina (PSB)  porque queria derrotar Roberto e agora apóia o candidato do PDT que se alia a todas as matizes para se manter no cargo. 
Portanto é preciso acabar com essa hipocrisia, com esses pruridos imbecis e entender a realidade politica do Brasil. Se há dois candidatos, ou se vai para um lado ou se vai para outro. Dizer qual é o certo, isso para o eleitor. Não dá para pregar o voto nulo, porque isso atenta contra a democracia.
O certo é que as regras eleitorais estão postas e devem ser obedecidas. Clécio e Roberto fazem a grande final do segundo turno. Esta é a última semana. Os dois que coloquem seus times em campo em busca do voto e que vença aquele que o eleitor escolher. O resto é perfume.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Notas da minha coluna em A Gazeta


Passarelas

Entre as propostas incorporadas por Clécio Luis (PSOL), pregadas no primeiro turno por Davi Alcolumbre, está a construção de passarelas tanto nas áreas de ressacas quanto em avenidas de grande movimento.

Combate as drogas

Roberto Góes (PDT) disse ontem em entrevista ao programa Olimpio Guarany que vai criar uma secretaria especialmente para cuidar dos doentes, viciados em drogas. Defendeu acompanhamento junto a familia até internação, neste caso, segundo estatisticas em 4 meses 80% dos drogados se recuperam.

Áreas ressacas

Clécio Luis (PSOL) e Roberto Góes (PDT) tem propostas idênticas para evitar novas invasões nas áreas de ressacas de onde estão sendo retiradas as familias contempladas com programas habitacionais. Os dois dizem que vão limpar e urbanizar essas áreas para evitar novas invasões.

Voto nulo

Os caciques do PSB se reuniram e soltaram outra nota. Desta feita saiu com a recomendação a toda a militância: neutralidade no segundo turno. Isso quer dizer não votar nem em Roberto nem em Clécio. Um dos dirigentes do partido, Claudio Pinho, radicalizou ao dizer que a orientação é de votar nulo. Domocracia sem voto?

No  mesmo caminho

O PT seguiu na mesma direção de seu parceiro, o PSB,  e também recomenda que suas lideranças e militâncias fiquem neutras. Bem, ai não dá certo. O PT é um partido rachado. Desde o primeiro turno já se registravam dissidências. Neste segundo turno  se acentuou. Tem pra todos os gostos.

Crise no Hemoap

As imagens exibidas ontem pela TV Amapá revelam o desastre no Hemoap. Há estoques zerados como do sangue tipo O+, por exemplo, um dos mais utilizados. Não tinha uma só bolsa, ontem. O Hemoap já foi uma instituição modelo do estado, mas, pela incapacidade de gestão não está conseguindo fazer o minino.

Descalabro

É o vocáculo mais apropriado para definir o quadro em que vivemos hoje com o desabastecimento de combustivel. O pior é que ninguém consegue explicar tal situação. Como se trata de distribuição, venda e preço de combustivel, o assunto diz respeito a Agencia Nacional de Petroleo, portanto cabe ao Ministério Publico Federal entrar em ação e buscar uma resposta para a sociedade.

Sucessão 2014


Olimpio Guarany

Há uma semana começou a corrida do segundo turno. De um lado Roberto Góes, atual prefeito, PDT e de outro Clécio Luis, vereador, PSOL. Até ai tudo bem. Mas o que isso tem a ver com o titulo do artigo, se estamos tratando de eleições para prefeitura de Macapá em 2012?
Tem tudo a ver. Os dois grupos que se enfrentam neste segundo turno tem o perfil desenhado e pronto de quem vai disputar a sucessão de Camilo em 2014, senão vejamos. A campanha de Roberto Góes vem sendo pilotada pelo ex-governador Waldez Góes, cantado em prosa e verso como candidato a governador apoiado pelo senador Gilvam e todos os partidos que hoje habitam na órbita de Roberto. A campanha de Clécio Luis que já tinha o senador Randolfe Rodrigues no comando desde o primeiro turno, agora se junta a Lucas Barreto (PTB), retomando a dobradinha de 2010, a Davi Alcolumbre (DEM) e do ex-senador Papaléo Paes (PSDB). Esse é outro grupo com perfil claro e com definida pretensão de disputar o Governo daqui a dois anos.
Do lado de fora, nem de um lado nem de outro, está grupo que controla, atualmente, o poder no estado com Camilo Capiberibe (PSB) à frente, definido como candidato à reeleição.
A pulga atras da orelha faz coçar e refletir. Por que o PSB  impôs uma série de condições para apoiar Clécio no segundo turno? Teriam os pessebistas escolhido seu adversário para 2014? Em que condições seria esse enfrentamento? Aposto que na cabeça de alguns caciques do PSB passa a idéia de que a prefeitura da capital na mão do PSOL  e seus aliados seria um caroço de pupunha duro de roer. Então seria melhor enfrentar o grupo de Waldez? Talvez. Para pensar nessa direção, algumas elocubrações devem povoar a cabeça dos que comandam o PSB como quem espera que algo aconteça nesse próximo periodo que possa enfraquecer o grupo de Waldez o que, de certa forma poderia reacender as esperanças do PSB permanecer no poder. Elocubrações à parte, o certo é que o cenário já está desenhado e, pelo jeito, não tem lugar para mais ninguém. Elegendo-se Clécio ou reelegendo-se Roberto, são três os que vão entrar na raia para a disputa da sucessão estadual de 2014.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Notas da coluna Olimpio Guarany Escreve, em A Gazeta 10.10.2012


Tiririca, não

Rocha do Sucatão, o terceiro mais votado vereador de Macapá, apostou tudo nessa eleição. Vendeu até o seu comércio  para fazer a campanha. Academico de administração pretende se dedicar a vida pública e prova que não é o Tiririca do Amapá, com o devido respeito ao palhaço que virou deputado em São Paulo.

Lance de marketing

Rocha disse  que não copiou do Enéias seu estilo de falar. Entendeu que precisava fazder o eleitor gravar o seu número, e na eleição de 2010, como tinha só 12 segundos, calculou que era necessário falar 9 vezes o seu número. Obteve quase 15 mil votos. Repetiu a formula agora pra vereador e deu certo.

Parentes e aderentes

Desde de 2000  que algumas familias que antes só apoiavam politicos resolveram entrar no jogo eleitoral. O número cresceu em 2012. Os Favacho, Os Gurgel, Os Duarte , Os Ramos, todos com ascendencia politica.

Os amigos

Alguns deputados entram no jogo eleitoral apoiando amigo, quando não encontram parentes ou aderentes dispostos a concorrer. O deputado Michel JK (PSDB) reiterou seu apoio a Marcelo Dias e Moises Souza (PSC) jogou tudo em Carlos Murilo. Os dois foram reeleitos.

Os novos

Ao menos duas familias festejam a vitória em seus municipios. Os Borges, oriundos de Mazagão, venceram com Dilson (PMDB) e os Rocha, leia-se do Rosemiro,  com Robson em Santana. Para muitos, os dois foram a surpresa, mas para eles que já vinham trabalhando seus projetos foi a coroação.

Como assim?

O Dr. Eduardo Costa, cardiologista dos mais gabaritados do pais, professor da  UFPa e Unifap está até agora sem entender porque não aparecram seus votos na apuração feita pelo TSE. Depois de ter feito campanha, com chances de eleger, Dr. Eduardo não teve seus votos computados. Sua assessoria juridica já entrou em ação.

Reforço

Tanto Clécio Luis (PSOL) quanto Roberto Góes (PDT) reforçam suas equipes de marketing e propaganda. Com o acordo firmado entre eles, os programas de TV e Rádio serão exibidos a partir de sábado e vão até o dia 25. Serão 10 minutos para cada, diariamente, inclusive aos domingos.


Estratégia

Os dois candidatos estão usando do mesmo argumento para atrair apoios dos que perderam no primeiro turno: adotar em seus planos de governo propostas consideradas viáveis e interessantes defendidas por aqueles e que não constavam em seus planos no primeiro turno.

Importação

Duas importadores de barcos, lanchas, iates e veleiros lideram o ranking das importações da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana. Enquanto isso a mineração e o açai são os nossos principais produtos da pauta de exportação.

Santarenos

A colônia santarena em Macapá, cerca de 3 mil pessoas, comemorou a vitória de Alexandre Von (PSDB). A maior derrotada foi a prefeita Maria do Carmo do PTque não emplacou sua sucessora. 

Sinuca de Bico

Olimpio Guarany


Terminou o primeiro turno e se classificaram Roberto Góes (PDT) e Clécio Luis (PSOL). A corrida do segundo turno já começou e se encerra dia 28. Estamos diante de uma nova eleição. Para alguns especialistas começa-se do zero. Mas se for na matemática e considerando que os que votaram em Roberto e Clécio repetirão seus votos, a briga no segundo turno é pelo nicho de 33% dos eleitores que votaram nos outros candidatos, mantendo essa variavel constante, ou seja, que todos voltem às urnas e repitam a votação do primeiro turno.
Mas, como conquistar a maioria daqueles que não votaram em nenhum dos dois que seguem na disputa? Eis a grande questão.
Nesta primeira semana a corrida pelo apoio dos que ficaram de fora é decisiva. O PSB que levou cerca de 16% dos votos, revelando um desgaste do tamanho do mundo, considerando o peso eleitoral historico do partido, quer participar. Ao menos foi o que disse o governador Camilo, domingo, sinalizando que, a quem o PSB apoiar poderá compor a nova fase de seu governo, sem pruridos. Sem pruridos? Parece que sim. Ao responder uma pergunta com a afirmativa do reporter, “mas com Roberto não”. Ao que respondeu Camilo “não excluo ninguém”.  Teria Camilo  começado a repensar o seu governo após a fragorosa derrota de sua candidata Cristina? Pouco provavel. Talvez fosse cedo demais. Ficou muito subjetivo.
O certo é que o eleitor do PSB pode ajudar a decidir a eleição no segundo turno.
E os outros? Davi que conquistou um bom nicho eleitoral pode ser o fiel da balança. É o tipo do perfil que se enquadra nos dois lados. O discurso de Davi se encaixa tanto à esquerda com Clécio quanto ao centro com Roberto. Foi um candidato que não bateu em ninguém. Andou dando uma beliscadas em Roberto, mas nada que com prometesse, afinal ele também estava disputando a mesma cadeira. Milhomem que teve pouco menos de 2% tem lá o seu peso, o Genival muito mais, por causa dos seus quase 4%. Resumo: Não dá para desprezar ninguém. A porca só vai torcer o rabo na dos fechamentos dos acordos e, a partir de sábado, nos programas eleitorais, vamos ver quem vai botar a cara na tela pra dizer quem apoia quem.
E se projetarmos para 2014? Ai é sinuca de bico para o PSB que está no Governo. Se apoiar o Clécio e ele se eleger, corre o risco de ter Randolfe como adversário; se apoiar Roberto, mesmo que seja na surdina, terá que enfrentar Waldez. Será que o partido vencedor da eleição deste ano vai abrir mão da disputa pelo governo em 2014?

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Jogo Sujo

Jogo sujo

Olimpio Guarany



Há cerca de dois meses apareceu no twitter um fake, uma conta falsa em nome do governador Camilo Capiberibe.
Logo nas duas primeiras postagens minha sensibilidade indicou que aquilo não poderia ser verdadeiro. Imaginei que um pessoa investida no cargo de governador do estado não  poderia se portar daquela forma, usando um linguajar inadequado para quem ocupa um cargo de tamanha relevância por aqui. Mais tarde ficou constatado que era fake e o governador, prejudicado, tratou de agir para que fosse retirado do ar. Passaram dos limites lhe expondo daquele jeito.
Pois bem. Esta semana nos deparamos com ourto fake travestido de outra personalidade importante do nosso estado e do país, o senador José Sarney.
Seu fake, aos moldes do que foi feito com Camilo, posta mensagens agressivas, usa um vocabulário longe do usual de Sarney, escritor com assento na Academia Brasileira de Letras, um estadista com mais de 50 anos de mandato, tendo sido presidente da republica.
Não precisa ser muito intelgigente para, ao se deparar com as postagens creditadas ao senador José Sarney, se certificar de que aquilo se trata de algo falso, especialmengte quando as mensagens insultam outras pessoas. Não é do perfil do senador José Sarney, um homem cordato, respeitador, cortês, prudente e de grande credibilidade, se portar daquela forma. Um homem que construiu sua biografia com base em uma postura equilibrada, ética e discreta não poderia agir daquela forma. Outro dia eu escrevi aqui que Sarney é daqueles que podemos chamar de lider de alta patente porque trata de temas da mais alta relevância para o país  ao tempo em que evita se envolver ou se expor em questões menores do dia-a-dia. Por tudo que o país conhece da vida do ex-presidente não daria para acreditar que ele disporia do seu tempo para abrir uma conta no twitter com o objetivo de achincalhar ou postar mensagens agressivas aos seus pares, aos quais, aliás, demonstra consideração, apreço e respeito e a outras pessoas e instituições.
Quem usou desse expediente, ao ponto de criar um fake para expor uma personalidade da estatura de sarney, no minimo, não tem o que fazer. Como o governador Camilo, o ex-presidente Sarney também é vitima desses métodos que revelam o atraso politico e prejujudicam o nosso estado com esse tipo de jogo sujo.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Artigo assinado por Olimpio Guarany, em A Gazeta, 2,3/09/2012


Faca de dois gumes

Olimpio Guarany

Para quem está calejado em campanha eleitoral, o inicio do mês de setembro que coincide com a segunda semana dos programas de rádio e televisão é um balizador. É quando já se pode vislumbrar a tendência do eleitor, embora ainda não seja decisivo.  Nem no achômetro dá para saber como está o quadro hoje. Considerando que a única referência que temos é a pesquisa do Ibope cuja segunda rodada só será divulgada dia 10 próximo, é nesse intervalo que saberemos quem subiu quem desceu, tendo como baliza o resultado da primeira rodada apurada antes da campanha eletrônica ir ao ar. Enquanto isso, os marqueteiros rebolam para entrar na cabeça do eleitor para tentar saber o que eles querem ouvir dos candidatos. A desenvoltura dos candidatos na tela da TV, acompanhada por propostas coerentes e factiveis, ajudam a fazer a cabeça de quem vai votar no dia 7 de outubro. Para quem entende do metier, a esta altura é indispensável saber mixar o ataque aos adversários da hora, aqueles que precisam ser removidos para desobstruir o caminho e abrir passagem para quem precisa subir. Nem tanto ao mar, nem tanto a terra, sob pena de não conquistar o voto seguro. A partir de agora, quem já tem um nicho signficativo deve usar da estratégia para fidelizar o voto e partir para novas conquistas. Passar credibilidade, segurança e mostrar um jeito novo de governar são ingredientes indispensáveis na composição da receita a ser utilizada para convencer o eleitor. O marqueteiro Duda Mendonça, conhecido pela ousadia e por grandes conquistas, diz que três fatores devem ser levados em conta durante a campanha: “quem só bate, perde; quem promete mais do que pode fazer, corre grande risco e que a midia eletrônica como ferramenta pode ajudar ou prejudicar o candidato. Seria a faca de dois legumes, como dizia Vicente Matheus, o eterno presidente do Corinthias? Lá na frente vamos ver.

O segredo da pessoa feliz - Artigo

Dom Pedro José Conti Bispo de Macapá Muito anos atrás, num lugar que pode ser o nosso, também, vivia uma pessoa muito feliz. Cert...